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O feriadão estava chegando e Caco não sabia o que fazer durante os quatro dias, a viagem que sua família faria foi cancelada. Sua mãe, que trabalhava no pronto socorro de um hospital, foi escalada para o plantão justo no feriado.

Caco conversou com seus amigos e descobriu que muitos deles também não iriam viajar e queriam uma opção de lazer. Foi então que ele resolveu montar um campeonato de futebol no campinho do bairro.

Fez uma lista com o nome dos interessados da escola e depois procurou seus amigos do bairro. Não foi difícil montar vários times e organizar a tabela dos jogos. A diversão estava garantida.

Sua mãe ficou feliz com a iniciativa do filho, mas um pouco preocupada. A praça onde ficava o campinho, era cercada por ruas onde circulavam os veículos do bairro. Apesar de a velocidade ser controlada e os motoristas terem que dirigir devagar, ela sabia que as crianças são distraídas, principalmente quando estão jogando bola.

A mãe de Caco conversou com ele e com seus amigos para tomarem cuidado, principalmente se a bola rolasse para a rua. Nesse caso eles não deveriam atravessar a rua sem olhar para os dois lados para correr atrás da bola.

Explicou que às vezes é comum as pessoas acharem que o veículo está devagar, mas na realidade ele está

rápido e o motorista ou motociclista não consegue frear a tempo de evitar o acidente.

Os garotos começaram o campeonato. Até conseguiram uma verba com seus pais para comprar o troféu para o campeão e para o vice-campeão do torneio.

No dia da final do campeonato, o campinho estava lotado, tinha até torcida organizada pelas meninas da sala de Caco. Parecia que era uma final oficial.

O jogo rolava superdisputado quando Caco chutou a bola com muita força e ela foi parar no meio da rua. O garoto do outro time saiu correndo para buscá-la. Olhou para os lados e viu que vinha uma moto, mas achou que estava devagar e dava tempo de pegar a bola e voltar sem problemas.

Ele não contava que o motociclista estava com muita pressa para entregar uma encomenda e andava muito rápido, e quando viram os dois estavam no chão. Por sorte o motociclista estava de capacete e nada aconteceu com ele, mas Cláudio sofreu alguns arranhões no braço.

Os pais que estavam assistindo ao jogo ligaram para o socorro e Cláudio foi atendido pela mãe do Caco, que estava de plantão. Foi examinado e, como não tinha nada sério, foi liberado e chegou a tempo de assistir à entrega dos troféus.

O time de Cláudio ficou em segundo lugar e ele ficou com um grande aprendizado: não dá para confiar em sua avaliação de distância, porque ela depende da velocidade em que os veículos estão transitando. O melhor mesmo é pegar a bola quando não houver qualquer veículo vindo.